X-Men Apocalipse | Resenha #001

Após assistir X-Men Apocalipse (um pouco atrasado), o que me passa na cabeça e a seguinte pergunta: está na hora de Bryan Singer para de tentar o filme dos mutantes?.

Apesar do gênero de super-heróis dever muito a Bryan, que ao lado de Sam Raimi foram os grandes responsáveis pela retomada desse seguimento, chega uma hora em que todos devemos sentar e pensar em seguir outros ares.

Os X-Men em 2000 realizaram um blockbuster de sucesso estrondoso considerado barato – 70 milhões de dólares e de la para cá entraram em um trem desgovernado rumo ao fracasso, sem contar na sua linha do tempo totalmente confusa em que eu já desisti de entender porque nada faz sentido depois do 3° filme (O confronto final- 2006).



Bem, vamos falar do mais recente filme dos mutantes. 

X-Men Apocalipse encerra segunda fase da franquia no cinema. A trama gira em torno de En Sabah Nur (Oscar Isaac) também conhecido como Apocalipse. O mutante original que nos apresentado em uma cena majestosa apresentando um tempo aonde a “mutação” era considerado algo divino e não genético. Apocalipse acorda milênios de seu sono disposto a garantir sua supremacia a acabar com a humanidade e seleciona quatro mutantes chamados de “Os cavaleiros do Apocalipse” que são – Magneto (Michel Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). 

Do outro lado, Charles Xavier (James McAvoy) conta com os seus novos alunos no Instituto Xavier, como Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee), além de caras conhecidas como Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult) e Mercúrio (Evan Peters), para tentar impedir o vilão.



Os novos mocinhos são bem trabalhados durante durante o longa ao contrario dos vilões. Nem mesmo o principal. Vemos um Apocalipse pouco ameaçador que faz jus a todos os memes que vimos na internet. O personagem tem a origem pouco explicada e mal explorado, um grande pecado para um vilão tão importante no universo Marvel. O mesmo acontece com os outros cavaleiros, salvo apenas Magneto, que afinal já sabemos e ainda conhecemos um outro lado do personagem.




X-Men Apocalipse acerta no destaque merecido a Magneto e Mistica (Jennifer Lawrence) vemos muito mais Jennifer Lawrence do que Mística em cena. Há uma explicação no roteiro, mas a verdade é que a razão mesmo é usar ao máximo o rosto de sua principal estrela. 

Outro grande destaque é o filho de Magneto, Mércurio. Ao som de "Sweet Dreams (Are Made Of This)", do duo Eurythmics, o personagem protagoniza a melhor cena da produção. A fórmula é a mesma do filme anterior, mas funciona. 


A cena de Wolverine que me faz saltar da cadeira, infelizmente revelada a participação de Logan no último trailer. Era de se esperar uma ótima cena, talvez os fãs curtissem mais se fosse uma surpresa. De qualquer forma, é uma sequência empolga e é sempre bom ver Hugh Jackman na pelo do velho Wolv. Apesar de ter bagunçada ainda mais a linha do tempo como sempre acontece com os X-Men filme após filme.


Bons atores, bons momentos, roteiro fraco e as cenas artificiais, muito previsível. Esse é X-men Apocalipse e realmente talvez seja a hora da fox tirar um tempo maior para se revigorar que talvez até esteja acontecendo no que fica no ar na cena-pós credito. X23 vem ai, pode apostar.

X-Men Apocalipse | Resenha #001 X-Men Apocalipse | Resenha #001 Reviewed by Mario Vianna on 19:00 Rating: 5

Sobre o Mario: Pseudo-escritor, cronista e blogueiro, devorador de pizzas e sushis, sommelier de cervejas mas acaba escolhendo sempre a mais barata. Apaixonado por cinema, Alice e Tarantino mais queria mesmo é ser Woody Allen. Facebook | Twitter

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